Mostrando postagens com marcador Glossário - ciências sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Glossário - ciências sociais. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de abril de 2010

Glossário Fundamentos em Ciências Sociais

Ação afetiva - Aquela determinada por afetos ou estados sentimentais de acordo com Weber.

Ação social – existe quando o indivíduo tenta es­ta­belecer algum tipo de comunicação, a partir de suas ações com os demais, de acordo com Weber.

Ação tradicional - Aquela determinada por um cós­tume ou um hábito arraigado de acordo com Weber.

Cultura – Modo de vida. Cultura é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, lingüísticas e comportamentais de um povo ou civilização.

Direito Objetivo - o direito positivo vigente, ou me­lhor, o ordenamento jurídico vigente em determi­na­do Estado

Direito Subjetivo - significa o poder que as pés­soas têm de fazer valer seus direitos individuais.

Diversidade cultural - A idéia de diversidade está ligada aos conceitos de pluralidade, multiplicidade, diferentes ângulos de visão ou de abordagem, heterogeneidade e variedade. E, muitas vezes, também, pode ser encontrada na comunhão de contrários, na intersecção de diferenças, ou ainda, na tolerância mútua.

Dominação legítima - Ocorre quan­do uma quantidade qualquer de indivíduos obe­decem a ordens vindas de uma parte da socie­dade, que pode ser formada por uma ou mais pes­soas. A dominação é resultado de uma relação so­cial de poder desigual, onde vê- se claramente, que um lado manda e o outro obedece. Existe a subor­di­nação de uns ao poder de outros. As relações de dominação são necessárias, para a manutenção da ordem social.

Durkheim, Emile - (1858-1917) integra o grupo de cientistas sociais considerados fundadores da sociologia. Em 1893 ele publicou sua tese de doutoramento, intitulada De la Division du Travail Social, estudo em que aborda a interação social entre os indivíduos que integram uma coletividade maior: a sociedade.

Engles, Frederich - realizou uma obra marcante na filosofia e na política, cuja característica principal foi a elaboração das teorias do materialismo histó­rico.Engels era filho de um rico industrial alemão e sou­be analisar a sociedade de forma muito efi­ci­ente, como poucos antes dele. Na juventude, ficou im­pres­sionado com a miséria dos trabalhadores das fábricas de sua família, uma delas em Manchester, Inglaterra. Engels completou e publicou o segundo e o terceiro volumes de O Capital, principal obra teórica do so­cialismo, após a morte de Marx. Com grande capa­cidade crítica e estilo claro - ao contrário do de seu parceiro -, escreveu sozinho algumas das obras mais importantes do marxismo, como "A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado".

Esse período marca também o advento da Alema­nha e dos Estados Unidos como potências industri­ais, juntando-se à França e do Reino Unido.

Etnocentrismo - é uma visão do mundo onde o nosso próprio grupo é tomado como centro de tudo e todos os outros são pensados e sentidos através dos nossos valores, nossos modelos, nossas definições do que é a existência. No plano intelectual, pode ser visto como a dificuldade de pensarmos a diferença; no plano afetivo, como sentimentos de estranheza, medo, hostilidade, etc.Perguntar sobre o que é etnocentrismo é, pois, indagar sobre um fenômeno onde se misturam tanto elementos intelectuais e racionais quanto elementos emocionais e afetivos. No etnocentrismo, estes dois planos do espírito humano – sentimento e pensamento – vão juntos compondo um fenômeno não apenas fortemente arraigado na história das sociedades, como também facilmente encontrável no dia-a-dia das nossas vidas.

Fato Social - Em 1895, Durkheim publica o estudo denominado "As Regras do Método Sociológico", onde define o objeto por excelência da sociologia: os fatos sociais. Fato social é tudo o que é coletivo, exterior ao indivíduo e coercitivo.

Fato Social – Objetividade - Durkheim demons­tra que os fatos sociais têm existência própria e independem daquilo que pensa e faz cada indivíduo em particular. Ele atribui três características que ca­racterizam os fatos sociais:

  • Coercitividade, que pode ser entendido co­mo a força que exercem sobre os indivíduos obri­gando-os através do constrangimento a se confor­marem com as regras, normas e valores sociais vi­gentes;
  • Exterioridade, que pode ser en­tendida co­mo a existência de um fenômeno social que atua sobre os indivíduos, mas in­de­pende das vontades individuais;
  • Generalidade, quem participa diretamente do fato social..

    Pa­ra ele, toda explicação cien­tífica exige que o pesquisador mantenha uma dis­tân­cia e tenha neu­tralidade em relação aos fatos. Durkheim dizia que para haver um bom resultado, o sociólogo deveria encarar os fatos sociais como "coisas".
Identidade cultural - A identidade cultural ca­ra­cte­riza as pessoas pelo modo de agir, de falar, é como se as “rotulasse” a partir dos modos específicos de sua cultura. A identidade cultural pode ser de uma pessoa ou de uma região.

Isolamento social - Isolamento social refere-se ao comportamento de alienação por parte de um indivíduo ou grupo de indivíduos, de forma voluntária ou conseqüente da rejeição, que incide sobre pessoas de todos os escalões etários, levando freqüentemente ao estabelecimento de valores e regras diferentes das socialmente aceites.O isolamento social pode ser de um indivíduo ou de um grupo.

Marx, Karl - Economista, filósofo e socialista ale­mão, Karl Marx nasceu em Trier em 5 de Maio de 1818 e morreu em Londres a 14 de Março de 1883. Estudou na universidade de Berlim, principalmente a filosofia hegeliana, e formou-se em Iena, em 1841, com a tese Sobre as diferenças da filosofia da natureza de Demócrito e de Epicuro. Em 1842 assumiu a chefia da redação do Jornal Renano em Colônia, onde seus artigos radical-democratas irri­taram as autoridades.
Em 1844, conheceu em Paris Friedrich Engels, co­m­e­ço de uma amizade íntima durante a vida toda. Foi, no ano seguinte, expulso da França, radi­can­do-se em Bruxelas e participando de organizações clandestinas de operários e exi­lados. Ao mesmo tempo em que na França es­tourou a revolução, em 24 de fevereiro de 1848, Marx e Engels publicaram o folheto O Manifesto Comunista, primeiro esboço da teoria revolu­cio­nária que, mais tarde, seria cha­mada marxista. Voltou para Paris, mas assumiu lo­go a chefia do Novo Jornal Renano em colônia, pri­meiro jornal diário francamente socialista.

Objeto

Sociólogo (pesquisador) - Deve descrever a rea­li­da­de social, sem deixar que suas idéias e opiniões interfiram na observação dos fatos sociais, de açor­do com Durkheim.

Relativismo cultural – É o antídoto do etnocen­tris­mo. É uma ideologia político-social que defende a validade e a riqueza de qualquer sistema cultural e nega qualquer valorização moral e ética dos mesmos.

Revolução Americana de 1776 - teve suas raízes com a assinatura do Tratado de Paris que em 1763 acabou por finalizar a Guerra dos Sete Anos. Ao final do conflito, o território do Canadá foi incor­po­rado pela Inglaterra. Neste contexto, as treze colô­nias representadas por Massachusetts, Rhode Island, Connecticut, New Hampshire, Nova Jersey, Nova York, Pensilvânia, Delaware, Virgínia, Maryland, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia começaram a ter seguidos e crescentes conflitos com a metrópole, pois devido aos enormes gastos com a guerra, a Metrópole inicia uma maior exploração sobre essas áreas, constituiu-se de ba­ta­lhas desfechadas contra o domínio inglês, duran­te a Revolução Americana de 1776. Movimento de ampla base popular, teve como principal motor a burguesia colonial e levou à independência das Tre­ze Colônias - os Estados Unidos da América - (proclamada em 4 de Julho de 1776), o primeiro país a dotar-se de uma constituição política escrita.

Revolução Francesa - era o nome dado ao conjunto de acontecimentos que, entre 5 de Maio de 1789 e 9 de Novembro de 1799, alteraram o quadro político e social da França. Ela começa com a convocação dos Estados Gerais e a Queda da Bastilha e se encerra com o golpe de estado do 18 Brumário de Napoleão Bonaparte. Em causa estavam o Antigo Regime (Ancien Régime) e a autoridade do clero e da nobreza. Foi influenciada pelos ideais do Iluminismo e da Independência Americana (1776). Está entre as maiores revoluções da história da humanidade.Para muitos historiadores, a Revolução Francesa faz parte de um movimento glo­bal, atlântico ou oci­dental, que começou nos Estados Unidos em 1776. Entre todas as revo­lu­ções que se seguiram na Europa e na América a partir daí, não há dúvida de que existam traços co­muns. Mas a Revolução Fran­cesa teve identidade própria, que se manifes­tou na participação popular. Na ruptura radical com as ins­ti­tuições feudais do Antigo Regime e nas formas democráticas que assumiu.

Revolução Industrial, Primeira - A substituição das ferramentas pelas máquinas, da energia humana pela energia motriz e do modo de produção doméstico pelo sistema fabril constituiu a Revolução Industrial; revolução, em função do enorme impacto sobre a estrutura da sociedade, num processo de transformação acompanhado por notável evolução tecnológica.

A Revolução Industrial aconteceu na Inglaterra na segunda metade do século XVIII e encerrou a transição entre feudalismo e capitalismo, a fase de acumulação primitiva de capitais e de preponderância do capital mercantil sobre a produção. Completou ainda o movimento da revolução burguesa iniciada na Inglaterra no século XVII.A Revolução (1760 a 1850) se restringe à Ingla­ter­ra, a "oficina do mundo". Preponderam a produção de bens de consumo, especialmente têxteis, e a energia a vapor. Até a segunda metade do século XVIII, a grande indústria inglesa era a tecelagem de lã. Mas a pri­mei­ra a mecanizar-se foi a do algodão, feito com matéria-prima colonial (Estados Uni­dos, Índia e Brasil). Tecido leve, ajustava-se aos mercados tro­picais; 90% da produção ia para o exterior e isto representava metade de toda a exportação inglesa, por­tanto é possível perceber o papel determinante do mercado externo, principalmente colonial, na ar­rancada industrial da Inglaterra. As colônias contri­buíam com matéria-prima, capitais e consumo.

Revolução Industrial, Segunda – Teve seu início na se­gun­da metade do século XIX (c. 1850 - 1870), nos Estados Unidos e caracterizou-se pela introdu­ção do aço barato, da capacidade de não só gerar, mas de distribuir de forma estável energia elétrica, do motor a explosão e notadamente do que se con­vencionou cha­mar de administração científica, a qual dizia respeito à racionalização da produção no chão de fábrica, facilmente visualizada na difusão das linhas de montagem.

A consolidação do padrão de progresso tecno­ló­gico baseado no conhecimento científico, cria na eco­­no­mia um incentivo às corporações a aven­tu­rar-se nos caminhos tanto da pesquisa básica quanto da pesquisa aplicada. Pois, o surgimento de inventos, previstos ou não, com base nos co­nhe­cimentos científicos, não possuía prece­den­tes na história econômica. A indústria encomendava então, seus desejos aos laboratórios de P&D as­sim como en­comendava insumos de seus fornecedores (Landes, 1969).

Sociabilidade – A capacidade inata de viver em grupo.

Socialização – É o processo de aprendizado do modo de vida.

Sociedade, Existência - a existência de uma so­cie­dade e a coesão social que assegura sua con­tinuidade só se torna possível quando os indivíduos se adaptam ao processo de socialização, ou seja, quando são capazes de assimilar valores, hábitos e costumes que definem a maneira de ser e de agir característic A dominação ocorre quando uma quantidade qualquer de indivíduos obedecem a ordens vindas de uma parte da sociedade, que pode ser formada por uma ou mais pessoas. A dominação é resultado de uma relação social de poder desigual, onde vê- se claramente, que um lado manda e o outro obedece. Existe a subordinação de uns ao poder de outros. As relações de dominação são necessárias, para a manutenção da ordem social. os do grupo social a qual pertencem.

Sociologia - ciência que tenta explicar a vida so­cial, nasceu de uma mudança radical da socie­dade, resultante do surgimento do capitalismo.